VGO – Stills

Ernesto Rodrigues :: conduction (1, 2, 3, 4, 5),
viola (1, 2, 3, 5), violin (4)
Sílvia Freitas :: violin (3)
Kátia Santandreu :: viola (3)
Guilherme Rodrigues :: cello (1, 2, 3, 4, 5)
Miguel Pereira :: contrabass (3)
Sei Miguel :: pocket trumpet (1, 4, 5)
Pedro Portugal :: trumpet (1, 2)
Marcello Maggi :: trumpet (1, 3)
Jean-Marc Charmier :: trumpet, flugelhorn, euphonium (2)
Fala Mariam :: alto trombone (1, 5)
Eduardo Lála :: trombone (2)
Eduardo Chagas :: trombone (1, 2, 3, 4)
Johannes Krieger :: trumpet (3), french horn (2, 5)
Gil Gonçalves :: tuba (1, 2), euphonium (1)
Miguel Bernardo :: clarinet (1, 2, 3, 4)
Bruno Parrinha :: clarinet (2), alto clarinet (1, 3), alto saxophone (1), harmonica (2)
João Viegas :: bass clarinet (1, 3)
Jorge Lampreia :: flute, soprano saxophone (1, 3, 4)
Nuno Torres :: alto saxophone (1, 2, 3, 4)
Lizuarte Borges :: alto saxophone (3)
Peter Bastiaan :: alto saxophone (1), melodica (1), drums (2, 3)
Alípio C Neto :: alto saxophone (2), tenor saxophone (2, 4, 5)
Abdul Moimême :: tenor saxophone (1, 3, 5) electric guitar (4)
Ivan Fontes :: didgeridoo (2, 3)
Olympia Boule :: voice (1, 5)
Rodrigo Pinheiro :: piano (3)
Etsuko Kimura :: electric organ (3)
Armando Pereira :: accordion (1, 2, 3, 4, 5)
António Chaparreiro :: electric guitar (1, 2, 3, 5)
Nuno Rebelo :: amplified objects (3)
Carlos Santos :: computer (1, 2, 3, 5)
Travassos :: tapes, circuit bending (1, 2, 3, 4, 5)
João Castro Pinto :: computer (1, 2, 3, 5)
Nuno Moita :. sampler (1, 3, 5), turntables (3)
João Silva :: field recordings, crackle box, tibetan bell (3)
André Gonçalves :: modular analog synthesizer (1, 3)
Adriana Sá :: digital synthesizer (1, 2, 3, 4)
Rafael Toral :: modified mt10 amp (1, 4)
Plan :: turntables (1)
Hernâni Faustino :: double bass (1, 2, 3, 4, 5)
Rachiim Sahu :: double bass (1)
Pedro Castello-Lopes :: percussion (1, 3, 5)
Jorge Oliveira :: african percussion (3)
César Burago :: cowbell (1, 4, 5)
Monsieur Trinité :: selected objects (2, 3, 4)
José Oliveira :: drums (1, 4, 5)

Lisbon, 2006-07
Cover design by Carlos Santos
Produced by Ernesto Rodrigues
Creative Sources 2007


REVIEWS

Fenómeno único em Portugal (e raro no mundo), a Variable Geometry Orchestra é uma banda de formação mutável que reúne alguns dos mais criativos músicos da actualidade e lhes dá uma alargada margem de liberdade para criar música, apenas orientada pela noção de colectivo, sem regras pré-definidas. Dirigida pelo activo violinista Ernesto Rodrigues, esta orquestra tem actuado com muita regularidade nos últimos anos, em Lisboa e noutros pontos do país, num trabalho de aperfeiçoamento da sua fórmula particular.
No disco triplo agora editado, a centésima edição da excelente Creative Sources, estão registadas as mais recentes actuações da VGO, demonstrando que a evolução temporal da orquestra se reflecte na música produzida. Se as primeiras experiências mostravam um caos quase incontrolável, Ernesto Rodrigues conseguiu ao longo do tempo impor contenção e organização, através da simples indicação de pequenos sinais (um processo de condução de orquestra similar às estratégias de Butch Morris ou John Zorn), sem que isso tenha posto em causa o carácter libertário da música.
Herdeira contemporânea do mais radical free jazz, a música gerada pela VGO ultrapassa os limites de catalogação, podendo apenas ser caracterizada pelo uso do mais amplo sentido da palavra “improvisação”. Num registo desordenado mas simultaneamente democrático, a personalidade musical dos inúmeros instrumentistas (portugueses ou estrangeiros) que colaboram nesta orquestra, de forma regular ou esporádica, acaba naturalmente por quase sempre transparecer para a música criada em colectivo, ainda que por vezes algumas vozes fiquem inevitavelmente na penumbra.
Reunindo figuras de diferentes quadrantes da música contemporânea portuguesa – como Sei Miguel (pocket trumpet), Alípio C Neto (saxofone), Rafael Toral (modified amp), Eduardo Lála (trombone), Adriana Sá (digital synth), Johannes Krieger (trompete) ou mesmo o próprio líder Ernesto (viola e violino) – este registo é o documento definitivo da efervescência da música improvisada em território nacional neste início de século. Épico também na forma (triplo), este álbum representa alguma da mais criativa música produzida por alguns dos seus melhores executantes. Nuno Catarino (Bodyspace)

“A música produzida pela Variable Geometry Orchestra (VGO) resulta de camadas de som de origem acústica e electrónica numa procura constante do detalhe e do significado”, diz Ernesto Rodrigues, director desta orquestra, no texto que acompanha “Stills”, o ambicioso disco de estreia (nada mais do que três CD).
Fundada em 2000, a VGO tem tocado em vários locais, sobretudo em Lisboa, de onde a maioria dos músicos provém – das cinco peças ao vivo contidas em “Stills” (todas com formações diferentes) só uma não foi gravada em Lisboa, mas antes no festival Outfest, no Barreiro, em Junho deste ano. Entre os 46 músicos presentes nesta megalómana empresa, estão nomes de primeira linha da música experimental nacional, como o próprio Ernesto (que também toca violino e viola), Sei Miguel, Fala Mariam, Nuno Rebelo, Rafael Toral e José Oliveira.
Como refere Ernesto, é de múltiplas camadas que vive esta música. Atente-se nos 55 minutos da brilhante “The morning walk after the ‘O’ of the clock”, gravada no Outfest: sopros jazz em ebulição, fios de electrónica, ora escondidos, ora mais fortes, percussão livre. Um todo que surpreende pela disciplina e contenção alcançada por 31 músicos.
Em “Suddenly the dream became a promise of white”, registada na Galeria Zé dos Bois, em Fevereiro último, alinham-se didgeridoo, guitarra, acordeão, sopros e outros instrumentos num paciente crescendo durante os primeiros minutos até explodirem em muitas e imprevisíveis direcções, com as cordas e a percussão em luta permanente.
Nesta música improvisada, não há partituras, naturalmente, só intuição e concentração extrema na colocação dos sons e gestão do quase silêncio. A Ernesto cabe o papel de conduzir os músicos, instando-os a tocar com mais ou menos vigor, sozinhos ou em grupos, ou a permanecerem em silêncio.
Esta liberdade quase total leva inevitavelmente a situações de algum caos. Mas na VGO a confusão quase nunca é um defeito, antes sinal de um feliz desbragamento e de uma pluralidade de sons em celebração de si próprios. Pedro Rios (Jornal Público)

Reunindo instrumentistas com actividade nas áreas do jazz, da improvisação livre e do experimentalismo sónico cujos graus de envolvimento com a música são bastante diferentes, sendo amadores alguns dos participantes, a Variable Geometry Orchestra é o sucedâneo português de projectos de “conduction” como os de Butch Morris e John Zorn (em particular a série “Cobra”), com a diferença de que Ernesto Rodrigues, o responsável desta “big band”, não utiliza uma sinalética de direcção tão codificada quanto as daqueles nomes, e isso – presumimos nós – para ser mais facilmente entendida por músicos improvisadores com níveis diversos de treino e tendo em conta, inclusive, o facto de o formato muito variável do “ensemble” implicar que alguns dos intervenientes estejam apenas de passagem. Em consequência, a música da VGO é menos estruturada do que as de Morris e Zorn, ainda que a presença de um “maestro” se faça sentir muito claramente.
As coordenadas base da VGO colocam em equação dois domínios da produção musical que regra geral andam apartados, apesar do comum interesse pela espontaneidade criativa: de um lado o free jazz e do outro a electrónica abstracta. Os maciços naipes de sopros e de computadores e sintetizadores são, de resto, um indício dos propósitos subjacentes. O resultado é assaz curioso: uma música magmática, muito fluida e com uma organicidade mercuriana que não encontramos de todo na electrónica que hoje se pratica e muito raramente vai surgindo nas fileiras do neo-free que se toca nos dois lados do Atlântico.
Neste triplo álbum com registos ao vivo situações há que nos remetem para a música contemporânea, ou não fosse Rodrigues um admirador do trabalho de Emmanuel Nunes e de compositores como Xenakis, Lachenmann e Radulescu. Mas quando as improvisações orientadas da VGO parecem assentar nesse contexto, delicioso se torna ouvir um súbito solo de trombone ou de saxofone de teor indubitavelmente jazzístico. Em altíssimo contraste com o que faz Ernesto Rodrigues com pequenos grupos no âmbito da corrente reducionista, esta edição é de uma intensidade e de uma densidade extremas, sendo aconselhável a fruição a espaços, sob o risco de “overdose”. Rui Eduardo Paes (Jazz.pt)

Próximas las elecciones generales, ando dando vueltas a la idea de la formación de un partido. su objetivo sería al adhesión de portugal. esto nada tiene que ver con ninguna trasnochada idea de expansionismo españolista. es solo sana envidia. mientras en este trozo grande de iberia la orquesta iba/iba olestars hace ya tiempo dejó de funcionar y la foco de música libre solo da señales de vida anecdotica cada festival hurta cordel, en el rinconcito luso la vgo despliega una actividad envidiable. la referencia 100 del hiperactivo sello portugués creative sources propone todo un atracón de vgo. un triple recogiendo cinco (largas) grabaciones en directo. grabaciones realizadas en el periodo junio 2006/junio 2007. lo que da una idea de la actividad concertística que despliegan. a modo de conducciones son temas de improvisación libre en grupo amplio. grupo que como indica su nombre no es estable del todo pero que cuenta entre otros con los rodrigues en las cuerdas, la corneta de bolsillo de sei miguel, el saxo y la batería de peter bastiaan (hace unas décadas miembro de los madrileños orgón), la manipulación de nuno rebelo, el tenor y la guitarra de abdul moimeme (imprescindible visitar su blog http://freemusic.podomatic.com/ con información y descargas tanto de la vgo como de grupos pequeños de sus integrantes), la manipulación de rafael toral… o el trombón del entusiasta eduardo chagas (http://jazzearredores.blogspot.com/). tan cerca y tan lejos. ¡que envidia!. Jesús Moreno (O Zurret d’Artal)

O nome do álbum da Variable Geometry Orchestra agora editado na Creative Sources (com honras de entrar no catálogo com o redondo número 100) é curioso: “Stills” pode traduzir-se por “fotogramas” num contexto cinematográfico e essa ideia descreve de forma perfeita o que aqui acontece. Apesar do fôlego generoso (triplo cd) , Ernesto Rodrigues (que aqui dirige um ensemble “variável” com notáveis músicos de diversas escolas e gerações) parece encarar estes documentos como “momentos” de um filme que ainda agora começou. Free jazz rico em texturas diversas (sopros, electrónica, cordas, percussão), que parece nascer do silêncio para esculpir formas de inusitada beleza. Rui Miguel Abreu (Revista OP)

Das Doppelnull-Jubiläum feiert CS adäquat mit Stills (cs 100, 3 x CD), prall gefüllt mit sechs Liveperformances des VARIABLE GEOMETRY ORCHESTRAs conducted by Ernesto Rodrigues. Organisiertes Chaos zwischen Noch-nicht und Nicht-mehr, Electro & Acoustic, Indeterminacy, Diffusion und eine nichteuklidische Geometrie bestimmen die Bewegungen von Klangmassen, kreiert von 17- bis 33-köpfigen Klangkörpern, mit Violine/Viola & Cello (E. & G. Rodrigues), Akkordeon (A. Pereira), Circuit bending & Tapes (Travassos) und Kontrabass (H. Faustino) als personell konstante Quellen für durchwegs mit Strings, Brass & Reeds, Electronics und Percussion angereicherte Klangflüsse.
Gegen meine Vermutung kommen die nicht als magere Rinnsale daher, sondern als üppige uferlose Ströme. Mehr Free Jazz als sonst was, aber ganz beherrscht von Kollektivinstinkt. Selten schert eine einzelne Stimme aus und wenn, dann weiterhin umschwärmt von Ihresgleichen, als Schleppe, die Individualität an das übergeordnete oder grundlegend Gemeinsame rückbindet.
Rodrigues unsichtbar lenkende Hand bei dieser lusitanischen Variante des London Improvisers Orchestra löst Prozesse aus, denen er selbst als Partikel unterliegt. ‚Suddenly The Dream Became A Promise Of White’ lenkt den Fluss zeitweise unterirdisch durch Karstgebiet, um dann erneut aufzuschäumen in Dreamscapes, in denen das Ungesonderte dominiert. Didgeridoo, Sun- Ra-Drums, Samplingfetzen, Nähmaschinenstrings, Akkordeongepumpe, herrliche, Herz und Hirn erfrischende Kakophonie, ein Fest für die Ohren! Rigobert Dittmann (Bad Alchemy)

This is the Creative Sources release number 100. An historic goal reached by such a small label, therefore worth of a serious celebration. That’s why Ernesto Rodrigues prepared this triple CD featuring the VGO, a marauding multi-timbral collective comprising several among the finest Portuguese (and not only that) avant-garde artists, all able to grace our ears with their ability of performing impromptu. Among the many, Sei Miguel, Fala Mariam, Johannes Krieger, Nuno Rebelo, Carlos Santos, Rafael Toral, Alípio C. Neto. Rodrigues himself describes the conducting procedures as “balancing the sound masses that travel in the acoustic space, dictating the construction of the real-time composition, and thus revealing the organized juxtaposition of specific instruments as mobile sound groups”. The five lengthy tracks were recorded live (in Lisbon and Barreiro) in different settings – art galleries to festivals to jazz stores. Rather than swallowing an impossible “regular” review, take a look at the notes that this writer jotted down in reaction to the sounds heard, just to have vague indications of what’s contained in this boiler.
First disc: a single cut of about 54 minutes, no muteness at all, many moments of gradually growing tension without looking back, lots of instrumental muscularity, dynamics tending to the “fortissimo” in the final fraction of the piece, where the majority of the players literally screams. Distant similarities: “Strings with Evan Parker”, Centipede’s “Septober Energy”. Tendency to a magmatic chaos, sometimes morphing into semi-structured libertarianism, but the musical flux remains concentrated in well determined batches of timbres and interrelations. Appreciable balance between electric and acoustic instrumental tinctures.
Second disc: additional prominence is often given to the “brass section”, the improvisational ebb and flow making the whole sound even less organized; calm appears every once in a while, the musicians apparently taking a little break in the battlefield before deploying the next attack strategies. A little bit more “experimental” in terms of general sonority, with no promise of good behaviour from anyone. Pluck and hit techniques are applied sparsely amidst the different families of instruments. Lots of electronic interferences coming and going. Delirious accordion dissonance. Not always ear-pleasing, yet perennially stimulating materials.
Third disc: starting with a throbbing pulse, the group reaches for the highest level of liberation, often bordering on sheer confusion. This time, strings, brass and electronics search for a common denominator that in other places had been difficult to imagine, finding it in a mixture of raging exhalation and pulverizing power. No one suffers in silence, everybody sticks to the amalgamation of happiness and excitement that the occasion generated. This is probably the most “freewheeling” segment of the set, and Rodrigues’ hasty “obrigado” at the end of the record looks like an excuse to cut short something that could have gone on for a whole night.
If all of the above wasn’t clear enough, we’re talking about a great album. Besides the CS cognoscenti, also fans of Emanem’s aesthetics should lend an ear or two. Conducted improvisation at a high level of maturity, still vibrating enough to keep listeners wide awake. Massimo Ricci (Touching Extremes)

How many free improvisers does it take to change a light bulb? Six is about the limit – more than that have a tendency to knock the ladder over. How you go about organising large groups remains a pressing problem in improvised music. After all, the cut and thrust of a musical argument working itself out between powerful individual voices is the whole point of the exercise: massed sonorities have a tendency to blunt that rationale, swallowing up even the most potent voice into a faceless scrum.
The music of Portugal’s Variable Geometry Orchestra is a laudable attempt to look these issues in the face and contains performances of real quality. The VGO’s organiser, violinist and violist Ernesto Rodrigues describes their music as resulting from “layers of acoustic and electronic sound matter that constantly searches for detail and meaning”. He goes on to say that the music embraces chaos and silence, and all points in between: “Thus chaos is formally organised with the use of new concepts of indeterminism, instantaneous composition, as well as through the symmetrical eruption of alternated moments of sound and silence.”
This process is immediately audible in the opening track, “The Morning Walk After The ‘O’ Of The Clock”, which builds isolated notes into a continuum of sound that continually refreshes itself. Linear clarity at the beginning is perhaps born of a determination not to wind up with meaningless clutter – single notes pass between the instruments like a Schoenbergian Klangfarbenmelodie until a tipping point prods the music into murkier terrain. But even the busiest moments move together with a collective sense of direction: the end of the first piece rises along a monolithic ensemble glissandi, while elsewhere the ensemble splits into subgroupings to trade its punches. Philip Clark (The Wire)

(…) . Jedna z nich jest trzydyskowy – pierwszy i jak dotad jedyny w katalogu CSR – album “Stills” (CS 100) chimerycznego ansamblu Variable Geometry Orchestra. Istniejaca od dziewieciu lat formacja wystepuje w rozmaitych miejscach – “Stills” zbiera nagrania zarejestrowane na zywo w latach 2006-2007 m.in. na festiwalowej scenie, w galerii i sklepie muzycznym – nieregularnie i w zmiennym skladzie. Zmianie nie ulega stylistyka, w obrebie której VGO sie porusza: muzyka improwizowana tworzona pod dyktando Rodriguesa, czyli cos w stylu conductions Morrisa, czy game Zorna. Znalezc mozna tu wszystko, za co zwykle ceni sie improwizujace orkiestry: wielkie sklady, niecodziennie zestawione instrumenty – oczywiscie sa tu dete, perkusyjne, smyczkowe, sporo mniej lub bardziej konwencjonalnej elektroniki, ale równiez np. didgeridoo i akordeon, jest swobodne operowanie klebiacymi sie chmurami nieokielznanych dzwieków, igranie z tekstura i forma, unikanie prostych, oczywistych struktur, uzyskiwanie szerokiego spektrum dynamiki. Muzyka to mocno konfudujaca, wiec zapewne nie nadaje sie do zbyt czestego sluchania, ale zmierzyc sie z nia warto, gdyz w pewien niezwykly sposób pobudza i oczyszcza. (…) Tadeusz Kosiek (Diapazon)

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